contato@apeop-pr.com.br
41 3069-0743

Notícias

Deputado Propostas de traçado alternativo para Faixa de Infraestrutura estão em estudo

14 de março de 2019

Opções priorizam o fomento ao turismo e buscam evitar a derrubada de áreas nativas

Gazeta do Povo – Katia Brembatti – [13/03/2019]- [20h49]

Opções alternativas envolvem o aproveitamento da PR-412 Jonathan Campos/Arquivo Gazeta do Povo
A busca por alternativas para tentar evitar a construção da Faixa de Infraestrutura no litoral está motivando a elaboração de um anteprojeto com opções de traçados, que sejam menos invasivos – sem avançar no trecho preservado de Mata Atlântica – e mais voltados a incentivar o desenvolvimento turístico em Pontal do Paraná.

A proposta está em elaboração pelo Instituto Atmosfera 2, escritório especializado em obras com preocupação urbanística, disposto a doar a maior parte do projeto. O restante dos custos, que envolvem a captação de imagens por drone, estimados em R$ 20 mil, devem ser bancados por um grupo de empresários e moradores.

À frente do projeto está o arquiteto Gilmar de Lima, que está avaliando três alternativas. Todas têm um ponto em comum: a duplicação de 6 quilômetros no trecho da PR-412 entre Pontal do Sul e Shangri-lá. Por ser uma área com menos adensamento imobiliário, teria espaço disponível para uma segunda pista de cada lado.

Alternativas para a Faixa de Infraestrutura
1. Proposta original da Faixa de Infraestrutura
________________________________________
2. 1 3ª faixa de Shangri-Lá até a PR-407
3. 2 Criar binário utilizando a orla
4. 3 Criar novo acesso à PR-407 pela Avenida Norte (altura de Santa Terezinha)
________________________________________
5. Proposta de duplicação do trecho Pontal do Sul – Shangri-Lá (6km) (esta obra faz parte das 3 alternativas)

A partir daí, estão em levantamento as possibilidades mais adequadas. Uma envolve a construção de uma terceira faixa na PR-412, de Shangri-lá até o acesso à PR-407. O governo estadual sempre alegou que duplicar toda a PR-412 seria inviável, por causa das caras desapropriações que seriam necessárias no trecho urbano de Pontal do Paraná, mas o levantamento feito agora pelo Instituto indica que construir uma pista adicional seria viável. Além disso, em período de temporada e alta circulação, como feriados, poderia ser adotado o fluxo inverso, já aplicado em outros lugares e que liberam as pistas para o sentido de mais movimento.

Uma segunda alternativa envolveria a criação de um binário. A PR-412 passaria a ter apenas um sentido e a avenida Atlântica seria de sentido inverso. Atualmente, apenas um trecho da rua, na orla, é pavimentado. A intenção seria aproveitar a via já aberta, pavimentar o restante do trecho, e fazer um projeto que valorizasse a região beira-mar, incentivando assim o turismo. A avenida, que troca de nome ao longo do trecho, acaba nas proximidades de Shangri-lá.

Uma terceira opção, apenas voltada para desafogar o trânsito na chegada a Pontal do Paraná, envolveria a pavimentação de uma via já parcialmente aberta, a Avenida Norte, na altura do Balneário Santa Terezinha. Atualmente a área é mal aproveitada, por falta estrutura, como iluminação e calçada Todas as propostas preveem um projeto de paisagismo e mobilidade, com espaços para pedestres e ciclistas, priorizando a segurança.

A ideia é aproveitar a zona urbana e evitar uma rodovia que rasgaria um trecho de Mata Atlântica, derrubando centenas de hectares de área nativa e correndo o risco de propiciar o chamado efeito de borda ou “espinha de peixe”, que são os desmatamentos progressivos e a ocupação desordenada que costuma ocorrer ao longo de uma estrada que é aberta. Quando os levantamentos estiverem prontos, ainda em março, serão apresentados ao governo estadual.

A proposta da Faixa

Os traçados alternativos tentam evitar que o governo estadual coloque em prática o projeto da Faixa de Infraestrutura, conjunto de obras – especialmente uma rodovia e um canal de drenagem, ao custo de R$ 270 milhões –, proposto pela gestão Beto Richa (PSDB). A licitação chegou a ser anunciada três vezes durante o ano de 2018, mas o processo foi interrompido por dúvidas em aspectos técnicos e também pelas discussões judiciais em torno do licenciamento ambiental.

A gestão Ratinho Junior (PSD) manifestou diversas vezes a intenção de fazer a obra. Uma campanha pedindo a construção da Faixa está sendo divulgada no litoral. A possibilidade de construir a Faixa de Infraestrutura é cercada de controvérsias. A preocupação é com os impactos ambientais, sociais e econômicos.

A Faixa prevê a pavimentação de 24 quilômetros, numa via a ser aberta, paralela à da PR-412, entre Praia de Leste e Ponta do Poço, em Pontal do Paraná, com a implantação e melhoria de quatro acessos rodoviários, nos balneários de Santa Terezinha, Ipanema, Shangrilá e Atami, a execução de cinco viadutos e quatro pontes; e a readequação e ampliação do canal de macrodrenagem, que tem 15,3 quilômetros de extensão.
O projeto original estimou ainda a construção de uma linha de transmissão de energia elétrica, de um gasoduto e de um ramal ferroviário, ainda sem previsão para ser concretizada. Além de fomentar a economia na região, o governo alega que a Faixa de Infraestrutura diminuiria os congestionamentos durante a temporada e o número de acidentes.

Fonte:

https://www.gazetadopovo.com.br/politica/parana/propostas-de-tracado-alternativo-para-faixa-de-infraestrutura-estao-em-estudo-bymlgln3lbxqfgw527inf1jv1/